Caatinga perde 60% do seu território, alerta Sandra

por Amanda Santana Balbi publicado 06/04/2017 13h21, última modificação 06/04/2017 13h21
A vereadora Sandra Rosado (PSB) conclamou mobilização geral em defesa da caatinga, em audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, nesta quinta-feira (6), sobre a temática da Campanha da Fraternidade 2017: Biomas brasileiros e defesa da vida. “A caatinga pede socorro”, alertou.
Caatinga perde 60% do seu território, alerta Sandra

Foto: Edilberto Barros

A vereadora Sandra Rosado (PSB) conclamou mobilização geral em defesa da caatinga, em audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, nesta quinta-feira (6), sobre a temática da Campanha da Fraternidade 2017: Biomas brasileiros e defesa da vida. “A caatinga pede socorro”, alertou.

A parlamentar, proponente da audiência advertiu que o bioma nordestino já perdeu 60% do território no semiárido e está ameaçado por queimadas, secas, desmatamento e, em especial, a desertificação, que já afeta quase 400 mil pessoas e, no Seridó, afeta cinco municípios e 85% da população.

“Precisamos definir ações prioritárias em Mossoró para proteger nossos recursos naturais e ressoá-las para todo o Estado. Porque a riqueza, em fauna e flora, da caatinga é tão grande quanto à necessidade que temos sobreviver com ela. E a Campanha da Fraternidade alerta para esse fato”, ponderou.

Representatividade

A audiência pública reuniu vereadores, autoridades religiosas, órgãos ambientais, Polícia Ambiental, professores universitários, entre outros. O debate girou em torno da sustentabilidade e preservação dos recursos naturais. A degradação do Rio Mossoró também obteve evidência na reunião.

Encaminhamentos

O padre Flávio Augusto Forte de Melo defendeu educação ambiental permanente para fortalecer a consciência ambiental. O professor Ramiro Camacho propôs melhorar a convivência com o semiárido. “Se existe o defeso do camarão, da lagosta, por que não o defeso da caatinga?”, indagou.

A professora Ludimila Carvalho, da Ufersa, afirmou que a universidade dispõe de alternativas à degradação, e cobrou ações do Poder Público. O vereador Rondinelli Carlos (PMN) sugeriu que a Câmara e a Prefeitura transformem os dados científicos da Uern e Ufersa em ação prática.

 Diversas outras alternativas foram apresentadas na audiência pública. A vereadora Sandra Rosado informou que algumas delas virarão lei na Câmara Municipal, e que as demais serão encaminhadas aos órgãos competentes. “E vamos acompanhar a adoção de providências”, garante a vereadora.

Assessoria de Imprensa vereadora Sandra Rosado 

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