Jovens discutem políticas públicas alternativas de combate ao extermínio da juventude negra

por Amanda Santana Balbi publicado 06/11/2017 07h56, última modificação 06/11/2017 07h56
Com o intuito de debater sobre quais as alternativas existentes para a construção de políticas públicas que combatam o extermínio da juventude negra, está sendo realizado, nesta sexta-feira (03), o Seminário Transformando Realidades, na sede do Grupo Mulheres em Ação, no bairro Nova Vida.
 Jovens discutem políticas públicas alternativas de combate ao extermínio da juventude negra

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Com o intuito de debater sobre quais as alternativas existentes para a construção de políticas públicas que combatam o extermínio da juventude negra, está sendo realizado, nesta sexta-feira (03), o Seminário Transformando Realidades, na sede do Grupo Mulheres em Ação, no bairro Nova Vida. O evento é o desfecho de um projeto idealizado pelo grupo Ousadia Juvenil, que no último ano, levou oficinas e debates às escolas da comunidade e de bairros adjacentes ao Nova Vida.

Para a estudante Débora Raquel, integrante do Ousadia Juvenil, o principal objetivo do projeto foi a possibilidade de transformação social. “A gente possibilitou transformar a vida de pessoas, eu mesma posso dizer que tive minha vida transformada. Foi através desse projeto nas escolas que vimos como essa realidade de violência é presente nos jovens, quando eles apontavam para aquelas imagens de extermínio que levávamos e diziam viver aquilo no seu bairro, na sua rua”.

Convidada pelo grupo a participar do debate, a vereadora Isolda Dantas falou da importância da política pública na vida da juventude. “Há quinze anos não existia perspectiva dos jovens desse bairro de poder ingressar numa universidade. É recente essa ideia de querer e poder fazer universidade. Isso tem a ver com o que é ter esperança nas nossas vidas, tem a ver com a política no nosso país, tem a ver com o trabalho desenvolvido pelo Grupo Mulheres em Ação e pelo Ousadia”.

“Todos os dias vemos exemplos de opressão e descaso com as políticas públicas, quando um jovem é abordado no Memorial da Resistência pela Guarda Municipal por ser negro; quando um projeto de combate às drogas sai da Secretaria do Desenvolvimento Social e vai para a Secretaria de Segurança, uma verdadeira aberração na nossa cidade”. 

“A nossa juventude precisa viver querendo ser o que ela quiser, seja doutor, artista, professor, mas essa definição não pode se dar porque a polícia foi lá e matou aquele jovem, nem porque não teve acesso à universidade ou não teve dinheiro para pagar os estudos. Essa escolha sobre o que cada um quer ser deve ser livre, de ser o que quiser ser”.

Isolda concluiu seu discurso falando da necessidade de resistência no contexto político atual. “Nós não podemos abrir mão da nossa resistência e da nossa esperança. Estamos vivendo um retrocesso de direitos e não existe um caminho pronto a ser seguido, ele precisa ser construído. Essa juventude que está aqui tem um papel importantíssimo de seguir na resistência trazendo novas perspectivas e ajudando a encontrar esse rumo alternativo”.

Assessoria de Imprensa vereadora Isolda Dantas 

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