Enfermeira alerta demora de diagnóstico de câncer

por Regy Carte publicado 14/05/2019 13h19, última modificação 14/05/2019 13h19
Keyla Duarte pede apoio legislativo em prol de pacientes
Enfermeira alerta demora de diagnóstico de câncer

Enfermeira Keyla Duarte defende pacientes com câncer de Mossoró e região (Foto: Edilberto Barros/CMM)

No projeto Tribuna Popular, na Câmara Municipal de Mossoró, nesta terça-feira (14), a enfermeira Keylla Duarte, da Associação de Apoio aos Pacientes com Câncer de Mossoró e Região (AAPCMR), pediu intercessão dos vereadores à bancada potiguar no Senado para aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 143/2018, que assegura à pessoa com suspeita de câncer o prazo de até 30 dias para obtenção do diagnóstico.

“Existem pessoas na nossa região que esperam meses, quase um ano, para obter esse diagnóstico, aguardam até 11 meses para conseguir uma biopsia, oito meses para fazer uma mamografia. Depois disso, o câncer pode estar em metástase (espalhado no corpo). O tempo é crucial para a eficácia do tratamento e faz a diferença entre vida e morte. Daí, a importância desse projeto”, alerta a enfermeira.

Keylla Duarte acrescenta que o PLC 143/2018 complementa a Lei 12.732 2012, que determina que, a partir do diagnóstico e laudo patológico, o paciente de câncer tem o direito começar o tratamento em 60 dias. “Mas, a exigência do diagnóstico abre brecha para não cumprimento dessa lei. Por isso, que precisamos da aprovação do projeto no Senado”, reforça.

Números

Para ilustrar sua preocupação, a técnica AAPCMR informa que a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) diagnosticou 155 mulheres com câncer de mama em Mossoró, em 2017, das quais 40 morreram, e cerca de 20 mulheres foram a óbito em razão do câncer de colo de útero em Mossoró. No Rio Grande do Norte, em 2016, 352 mulheres faleceram em decorrência de câncer de mama.

“E grande parte dessas mulheres chegaram ao serviço de saúde com estágio avançado da doença, em razão da dificuldade de obter diagnóstico. Em relação aos homens, foram 102 diagnosticados com câncer de próstata em 2017, dos quais quase 30 indivíduos morreram, muitos porque chegam com diagnostico avançado. Precisamos facilitar acesso aos exames em respeito às famílias de Mossoró e região”, defende Keyla Duarte.

Em reforço ao pronunciamento da enfermeira, pronunciaram-se no plenário os vereadores Ozaniel Mesquita (PR), Petras Vinícius (Democratas) e Raério (PRB), em nome da bancada de oposição, e as vereadoras Aline Couto (sem partido), Sandra Rosado (PSDB) e Izabel Montenegro (MDB), pela bancada da situação.

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