Legislativo debate superação da violência em Mossoró

por Regy Carte publicado 16/03/2018 13h15, última modificação 16/03/2018 13h15
Reunião do Gabinete de Gestão Integrada foi uma das propostas da reunião
Legislativo debate superação da violência em Mossoró

Audiência pública ocorreu na manhã desta sexta-feira (foto: Edilberto Barros/CMM)

Um dos principais encaminhamentos da audiência pública, hoje (16), na Câmara Municipal de Mossoró, sobre “Fraternidade e Superação da Violência”, foi a proposta de reunião do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Prefeitura de Mossoró, para tratar de ações preventivas, da alçada do Município, contra a violência.

Proposta pela presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB), A reunião, que debateu o tema da Campanha da Fraternidade 2018, reuniu autoridades eclesiástica, civis, militares, vereadores e outros representantes da sociedade, como CDL e OAB.

O comandante da Guarda Municipal de Mossoró, coronel do Exército Ricardo Godinho, representando a Prefeitura de Mossoró, informou que o GGI está à disposição e ficou acertado definição da pauta da reunião, para que sejam convocadas as secretarias correspondentes aos temas.

A sugestão de atuação mais forte do Gabinete de Gestão Integrada partiu da ex-prefeita e ex-vereadora Cláudia Regina, que discursou na tribuna, inscrita como representante da comunidade. A sugestão foi referendada pelo vereador Petras Vinícius (DEM), que formalizará  a proposta à Prefeitura, em nome da Câmara.

Esperança

A audiência pública suscitou a discussão de que, para superar a violência, é preciso entender as origens do problema. O coronel Godinho ponderou que violência é consequência, e não causa. Daí, segundo ele, a necessidade de também focar para a violência não ocorra, por meio de escola, família, religião, esporte etc.

O bispo Dom Mariano Manzana alertou que, muitas vezes, o mal nasce no coração “como uma semente que germina e uma erva daninha que se espalha” e que a Campanha da Fraternidade lança esperança.

“Esperança de que campanha abra o leque sobre a sociedade de que violência começa dentro de cada um de nós, pois a raiz da violência está dentro do nosso coração. Ou a superamos a violência na origem ou continuaremos a ser uma sociedade que tem a violência como marca”, disse dom Mariano.

Como gesto concreto, o bispo anunciou destinação de 50% de recursos para o projeto Pastoral Carcerária, que, no ano passado, realizou mais de 200 visitas aos presídios federal e estadual, e promoveu encontros com familiares de detentos.

Paz em casa

O fundador da Comunidade Católica Renascer, Giovanni Bezerra, acrescentou que a paz começa na família, na casa de cada um, necessariamente. “A paz precisa ser gerada dentro de casa, para que, gerada em casa, essa paz chegue à sociedade”, disse.

O padre Flávio Augusto Forte de Melo defendeu encarar o problema não como caso isolado. “Não podemos pensar que é um problema que só atinge o eu, mas que atinge a todos, e que precisa ser superado, pensando na coletividade”, pontuou.

Também se pronunciaram, pelos componentes da mesa dos trabalhos, Alex Guimarães (movimento da juventude católica), Wellington Dias (presidente CDL), Bárbara Paloma (representantes da OAB), que se somaram ao demais participantes.

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