Manoel Bezerra narra dificuldades para sobrevivência na zona rural

por Regy Carte publicado 04/12/2018 12h40, última modificação 04/12/2018 12h36
Vereador lamenta que o homem do campo seja impedido de trabalhar
Manoel Bezerra narra dificuldades para sobrevivência na zona rural

Vereador Manoel Bezerra discursa na sessão desta terça-feira, 4 (foto: Edilberto Barros/CMM)

As dificuldades encontradas para a sobrevivência dos moradores da zona rural foi tema do pronunciamento do vereador Manoel Bezerra de Maria (PRTB), durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Mossoró, nesta terça-feira (4). Lamenta que antigas práticas para garantir o pão de cada dia sejam hoje impedidas.

Manoel Bezerra citou a proibição da produção de carvão vegetal, que é obtido através da queima ou carbonização de madeira. Também não pode vender o arisco extraído do seu próprio terreno e, para alimento, a caça de um tatu hoje pode resultar em multa e até prisão.

“Como observamos hoje é tudo proibido, porém estranho, já que o índio sempre viveu da caça, porém hoje na zona rural, nada pode”, lamentou. Como ação positiva, citou a recuperação das estradas e parabenizou a Prefeitura para as providências tomadas.

Bairros

O vereador Manoel Bezerra também falou sobre a área urbana, citando alguns benefícios que estão chegando e outros que precisam ser executados. Comemorou, como positivas, as construções da creche do bairro Papôco, fruto do trabalho de todos os vereadores, como também o Posto de Saúde do bairro Bom Jesus.

Na mesma localidade, um antigo problema vem sendo resolvido, com a construção de um pontilhão que irá facilitar o escoamento da água no período chuvoso. “Precisamos ainda lutar pela passarela para atravessar a BR-304, pois alunos que moram no Bom Jesus estão correndo perigo ao atravessar a pista”, acrescentou.

Em relação ao bairro Sumaré, Manoel Bezerra voltou a cobrar o calçamento das ruas, porém lamenta que essa obra irá demorar. A Prefeitura, a partir da lei aprovada na Câmara Municipal, só poderá calçar ou afastar após a passagem do saneamento básico, para evitar o desperdício de dinheiro.

Por fim, tratando de outro tema, o vereador abordou as exigências do Ministério Público para que exista licitação no momento da discussão de doação de terreno. O vereador afirmou que vai ter problema com a justiça, pois no momento que a doação for favorável a uma igreja, ele vai votar favorável e sem licitação. Para defender sua posição, Manoel lembrou da importância dos templos religiosos e do trabalho realizado em favor do povo ao levar a palavra de Deus.

 

Por Sérgio Oliveira – Comunicação CMM

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